imperfeito

Domingo, Julho 12, 2009

FLIP 2009 - a parte das crianças

Na FLIP as crianças penetram na magia da literatura. Elas podem se inserir nas histórias, viver os personagens, participar de peças teatrais, conviver com o cenário e com os ambientes, constuir seus sonhos. Tudo está ao alcance... e, nós, adultos, viramos crianças novamente, sem pre-conceito algum, tal a liberdade que cada um tem para sonhar.
Reparem que, sentado com as crianças, há um "cabeça branquinha"...
Quem não quer entrar na boca da baleia ?
Quem não quer mexer nos livros sem ninguem por perto dizendo "não mexe aí"....
Quem não quer sorrir para a câmera e quem não quer ficar desconfiado ?
Quem não quer conversar sobre as histórias ?
Quem não quer se interessar pelos livros ?
Quem não quer colher livros ?
Quem não quer comer sentado no meio-fio ?
Quem não quer tirar uma com a turminha ?
Quem não quer ter olhar doce ? quem não quer fazer pose ?
Quem não quer pintar o barquinho ?
Quem não quer sentar no colo do Rei ?
Quem não quer voar ?
Quem não quer ouvir estórias ?

Segunda-feira, Julho 06, 2009

FLIP 2009 - a parte dos adultos

Gay Talese e Antonio Lobo Antunes foram, inegavelmente, as estrelas maiores da Flip desse ano. Fora eles, aplausos para o amazonense Miltom Hatoum, para o catarinense Cristovão Tezza, para o mexicano Mario Bellatin, para o americano Alex Ross, e para Atiq Rahimi e Edna O´Brien, cujas fotos aparecem nesse post.

Talese - um respeitado jornalista-reporter norte-americano, conhecido há tempos pelos leitores do The New Yorker e autor de alguns dos mais surpreendentes e consistentes livros-reportagens jamais escritos em todo o planeta - manifestou seu talento como único palestrante da Mesa 14, no sábado às 17 hs. Vestindo ternos cuidadosamente talhados, usando gravatas francesas ou italianas e chapéu panamá, Talese poderia parecer um personagem fora do contexto, contudo, sua elegância e simpatia, perfeitamente adequados à ambiência colonial de uma Paraty sem sol, tornavam-no o centro das atenções não apenas nos restritos ambientes literários.

Quando estamos alinhados com o universo até uma despretenciosa ida a um quiosque na beira da praia para comer deliciosos bolinhos de aipim com camarão se transforma num encontro com o inesperado. Estava eu a caminho do tal quiosque quando, passando por um estaciomanento perto da Tenda dos Autores, vejo algumas pessoas em torno de Talese, que simpaticamente conversava com elas. Aproximei-me e tive oportunidade de ter uma rápida aula de new jornalism dada exatamente pelo seu mestre maior. Cerca de 10 minutos foram suficientes para entender porque essa estrela brilhante do jornalismo mundial sugere que se preste atenção no homem comum porque é esse homem o verdadeiro narrador da reportagem. Em 10 minutos Talese prestou mais atenção naquelas talvez 15 pessoas com quem conversava do que elas foram capazes de prestas atenção nele. Não tirei fotos, achei que seria uma intromissão indesejada. Ei-lo durante sua palestra "Fama a Anonimato"


Lobo Antunes é, juntamente com Saramago, o mais brilhante escritor português contemporâneo. Foi uma extraordinária delicia ouvi-lo falar das relações de sua infância com sua familia. A relação de seu pai com os poemas de Bandeira, com os jogos do Brasil na Copa do Mundo, e muito, muito, mais. Melhor do que falar sobre ele, é ouví-lo. Ouçam-no

Adriana Calcanhoto no show de abertura

Armazem da Cachaça


Lojinha e Livraria

A Tenda dos Autores


O afegão Atiq Rahimi, na Mesa "O Avesso do Realismo", premio Goncourt 2008 - o mais importante premio literário francês

A Flip dos adultos



Via Arte - A Casa do Jornal do Brasil (JB) na Flip - homenageando o ano França-Brasil, produção caprichadíssima da editoria da Revista de Domingo




Casa da Cultura onde aconteceram muitos bons aventos paralelos

A irlandesa Edna O´Brien na Mesa "O Sentido da Transgressão", cujos livros foram queimados no inicio dos anos 60 por alguns membros ultra-conservadores da sociedade irlandesa que não aceitavam que seus livros descrevessem com tanta autenticidade a vida sexual dos seus personagens.

A placidez


Domingo, Junho 21, 2009

O Mestre da Luz André Gardenberg - a grande campeã Dani Genovesi - o Arraiá da Providência

André Gardenberg - o Mestre da Luz - não deixem de acessar, é uma foto tão linda que chega a ser inacreditável.

A grande campeã da Race Across America para ciclismo: Daniela Genovesi

A Race Across America (RAAM) é uma prova de ciclismo em que os competidores atravessam os Estados Unidos da América de costa a costa. São percorridos 4.800 km, sendo que cada competidor pedala, em média, 400 km entre 18 a 20 hs por dia.

Em 27 edições já realizadas apenas 10 mulheres conseguiram completar a prova na categoria solo e jamais uma sul-americana a completou. Há 4 anos que nenhuma mulher completa a prova na categoria solo !

Bom, a prova se iniciou em 16 de junho e a grande campeã feminina, que terminou a prova hoje no inicio da manhã (hora local), é uma brasileira, que mora no Rio, Daniela Genovesi, mãe de 3 filhos, sendo que o último tido há poucos anos atrás. Dani foi a única latino-americana aceita para participar da RAAM desse ano.

Uma brasileira vencedora de uma das provas mais exigentes do mundo para ciclistas. É a primeira vez. Pena que midia prefira divulgar futebol e volley e deixe de lado atletas excepcionais como a Dani, no ciclismo, e Torben Grael, no iatismo.

Fotos do Rio

Jockey Club Brasileiro, Hipódromo da Gávea, um dos lugares mais agradáveis do Rio, acolheu nesse final de semana, o Arraiá da Providência, festa junina que acontece todos os anos cuja renda reverte integralmente para ajudar, pelo Banco da Providência, famílias mais necessitadas.

As corridas....

O Arraiá...










Quinta-feira, Junho 18, 2009

Bandão da Escola Portátil de Música

Imaginem um canto bucólico num campus universitário, coberto por árvores frondosas, num terreno formado por vários patamares naturais. Imaginem esse canto pertinho do Pão de Açucar. Insiram, em cada sábado, por 1 hora, uma enorme orquestra, formada por mais de 200 músicos, que tocam todos os tipos de instrumentos que possam ser transportados manualmente. Coloquem à frente da orquestra os melhores professores de música brasileira que existem no Rio. Essa é a receita do Bandão da Escola Portátil de Música, que funciona no campus da UNIRIO, no bairro da Urca.

Mais um dos meus grandes amores nessa minha cidade querida e surpreendente. A cada sábado, das 12,30 às 13,30 hs tem Bandão, desde que não chova. Se puderem, não percam. Programa altamente recomendado.

Alguns dos grandes Mestres da Escola Portátil de Música comandando o Bandão: Mauricio Carrilho (violonista, arranjador e compositor) e Oscar Bolão (um dos mais importantes percussionistas do Brasil).
Uma amiga, que entre muitas habilidades, é psicanalista, violonista e pianista.





O baterista cego que já apareceu por aqui antes.















Domingo, Junho 14, 2009

Quem resiste ?

O almoço de hoje, na tarde deslumbrante do outono de atmosfera limpissima após as chuvas, foi num dos locais que fazem parte da lista dos meus amores. Um restaurante em Niterói, um dos raros projetos do Niemeyer que me cativam. Curtam !








A única foro tirada com celular. Dentro do restaurante, em momento em que estava lotado, procurei não usar a câmera, ser o mais discreto possível, apenas para registrar que nos vidros que o circundam circula uma corrente de água que dá um toque todo especial no ambiente.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

Ericsson4, comandado pelo brasileiro Torben Grael, vence a Etapa 8 da Volvo Ocean Race

Fotos fantásticas obtidas no site

O Ericsson4, comandado pelo brasileiro multi-medalhista olímpico Torben Grael vence mais uma etapa da Volvo Ocean Race. O Ericsson4 venceu 5 das 8 pernas disputadas ate agora.
Torben - “Ha sido una etapa muy dura, muy difícil, pero aunque ha sido tan dura, todo el mundo estaba de buen humor. Esto es un paso muy importante hacia nuestro objetivo final” (foi uma etapa muito dura, muito difícil, mas ainda que tenha sido tão dura, todo mundo estava de bom humor. Esse é um passo muito importante para o nosso objetivo final).

Os barcos chegaram nessa madrugada ao porto de Marstrand, na Suécia, vindos do porto de Galway, na Irlanda, terminando a perna 8 da Volvo Ocean Race. Foram menos de 4 dias de regata que valeram por séculos, tantas foram as condições extremamente difíceis por que passaram os barcos.

Aconteceu de tudo. Fortes correntes marítimas contra, sem vento, que levavam os barcos para trás, em vez de seguirem em frente. Ventos fortíssimos mudando de posição a cada minuto associados ao mar engrossado por ondas muito curtas e afiadas, que variavam em todos as direções. Até trânsito intenso eles encontraram no caminho: congestionamento de embarcações a motor de mercadores locais, na sua labuta diária. Algo assim como carros de fórmula 1 disputando uma prova nas ruas do Rio em dia normal de trabalho na cidade.


Rick Deppe do Puma: "El barco está cabeceando de ola a ola y de vez en cuando viene una que te hace tiritar los dientes. Ahora mismo tengo un dolor de cabeza constante del cabeceo…" (o barco está cabeceando de onda em onda e de vez em quando vem uma que faz tiritar os dentes. Agora mesmo tenho uma dor de cabeça constante por causa desse cabeceio).



Pelos relatos, a seguir, de tripulantes de todos os barcos, meus Ilustres Visitantes podem imaginar o que tenha sucedido. Não se esqueçam que esses tripulantes são homens super acostumados a velejar pelos mares do mundo e a grande maioria deles têm, em casa, medalhas de ouro em Olimpíadas e Copas do Mundo.

David Endean do Ericsson 4 - “Nadie ha dormido en las ultimas 36 hora, pienso en las ultimas 24 horas parece una semana” (ninguém dormiu nas ultimas 36 horas, penso que as ultimas 24 horas parecem uma semana).

Sander Pluijm, do Delta Lloyd: “No hemos podido dormir, por culpa de los cambios de vela y las constantes maniobras” (não temos podido dormir por culpa das mudanças de vela e das constantes manobras).

Guy Salter, do Ericsson 4: “Creo que he visto menos viradas en las más feroces regatas de match race. Descansar ha sido imposible.” (Acho que tenho visto menos viradas de vento nas mais ferozes regatas de competição. Descansar tem sido impossível).

Horácio Carabelli do Ericsonn 4: "Es duro, porque con cada virada tenemos que pasar casi una tonelada de provisiones y velas de banda a banda del barco.” (é duro, porque a cada virada de vento temos que passar quase 1 tonelada de provisões e velas de um lado para outro do barco).

Fernando Echávarri, comandante estrategista do Telefônica Black - “las corrientes han sido brutales, (...) nunca había visto tanta corriente”, (as correntes marítimas tem sido brutais, ... nunca havia visto tanta corrente).

Gabriele Olivo do Telefónica Azul: ”Hoy hemos pasado del infierno al cielo directamente, en cuestión de unas horas y sólo de pensar lo que ha pasado hoy me da dolor de cabeza. Seguramente hoy hay alguien sufriendo terriblemente pensando que esto no es una regata, es un castigo divino. Pero como nunca antes. En esta etapa, las condiciones han cambiado tan rápidamente y tan fuera de control que tenemos que estar calmados hasta que crucemos la línea de llegada. Otras 24 horas de locura hasta el final”. (hoje passamos do inferno para o céu diretamente em questão de algumas horas e só de pensar no que passamos a cabeça me dói. Certamente hoje há alguém sofrendo terrivelmente pensando que esta não é uma regata, é um castigo divino. Mas, como nunca antes. Nesta etapa, as condições mudaram tão rapidamente e tão fora de controle, que temos que estar muito calmos até que cruzemos a linha de chegada. Outras 24 horas de loucura até o final).

Gustav Morin, do Ericsson 3: ”Hemos tenido vientos de hasta 43 nudos y olas que han hecho que el barco despegue a más de 30 nudos y se sumerja en la siguiente pared de agua con una fuerza poderosa.” (temos tido ventos de cerca de 43 nós – mais de 79 km/hora - e ondas que têm feito que o barco decole a mais de 30 nós e submerja na parede seguinte de água com uma força poderosa).

Bouwe Bekking, skipper (comandante estrategista) do Telefônica Blue: “En una de las rachas hemos tenido 40 nudos y mientras nos agarrábamos a la vida estábamos más debajo del agua que arriba” (Em um dos acessos tivemos 40 nós – cerca de 74 km/hora - e nos agarrávamos à vida mais embaixo d´água do que acima) -

Rick Deppe, do Puma: “en el estrecho de Dover el tráfico de mercantes comienza a crecer de manera alarmante, esta misma mañana tuvimos que dar una arribada dramática con un par de mercante. El gran problema es que en el barco nosotros podemos modificar el rumbo de manera apropiada para evitarlos sin demasiados problemas, pero ellos siempre parecen llevar la razón hasta el final y en ese momento alteran el rumbo. Normalmente eso hace que nosotros tengamos que alterar el rumbo de manera violenta para nos quedarnos desventados durante minutos. Es que nos quedan aún 24 o 30 horas así. Probablemente el mayor peligro aquí en la zona del mundo de mayor tránsito de mercantes sea sortear los barcos. El tamaño del tráfico marítimo es impresionante. Si ellos representan un peligro para nosotros, debemos ser para ellos un inconveniente también, con nuestro aleatorio cambio de rumbo sin motivo aparente y estoy seguro de que ellos deben estar preguntándose cómo un barco de vela puede ir tan rápido.” (no estreito de Dover o tráfego de mercadores começa a crescer de maneira alarmante, essa manhã tivemos que fazer um dramático desvio de um par de marcadores. O grande problema é que podemos mudar o rumo de maneira apropriada para evitá-los sem maiores problemas, porem eles sempre parecem querer ter razão até o final e nesse momento alteram o rumo. Normalmente isso faz com que tenhamos que alterar o nosso rumo de forma violenta para que fiquemos sem vento durante alguns minutos. Vamos passar ainda umas 24 ou 30 horas assim. Provavelmente o maior perigo aqui, na zona de maior trânsito de mercadores do mundo, seja perder os barcos. O tamanho do tráfego marítimo é impressionante. Se eles representam um perigo para nós, devemos ser para eles um inconveniente também com a nossa aleatória mudança de rumo sem motivo aparente e estou certo de eles devem estar se perguntando como um barco a vela pode ser tão rápido.
Joao Signorini, outro brasileiro a bordo do Ericsson 4“El cansancio ya se fue; hace días que no dormimos y a bordo estamos con mucho trabajo y mucha maniobra, ahora solo queremos llegar.” (o cansaço já se foi; faz dias que não dormimos e a bordo estamos com muito trabalho e muita manobra, agora só que queremos chegar).
O Fantástico espírito de solidariedade dos adversários
Rick Deppe, do Puma referindo-se aos problemas que o Ericsson4 teve na passagem pelo estreito de Dover: "Leemos en lo que nos mandan que han perdido una de las ruedas del timón en una trasluchada que se fueron de orzada en la costa irlandesa. Desafortunadamente tenemos algo de experiencia en lo que es navegar con sólo una rueda del timón en Il Mostro, así que sabemos que no es fácil y será especialmente difícil para ellos con todas las viradas… quizás lo han arreglado… quizás tengan una de repuesto para cambiarla." (lemos no que nos enviam que eles - Ericsson4 - perderam uma das rodas do timão -roda de leme, que dá a direção ao veleiro - numa tentativa de orçar ao largo da costa irlandesa. Infelizmente no Il Mostro -(nome do barco, O Monstro, em italiano - temos alguma experiência em navegar só com uma roda do timão, assim sabemos que isso não é facil e que será especialmente dificil para eles em todas as viradas de vento. Esperamos que tenham trazido uma reserva para colocar).

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Um Viradão super especial (fotos de celular)

Cordão do Boitatá e Rio-Maracatu

Tenho meus amores dentro dessa minha cidade amada.

O Cordão do Boitatá e o Rio-Maracatu são dois amores especiais. Já falei deles algumas vezes por aqui. Ambos tem fortes laços com a cultura popular e referências em nossas festas tão brasileiras.

O Boitatá relaciona-se com o Carnaval, o Pastoril (uma recriação brasileira dos autos de Natal da peninsula Ibérica) e os Arraiás de meio de ano. O Rio-Maracatu liga-se com o Carnaval Pernambucano.

Sábado passado, à noite, estava na sede do Boitatá que fica num casarão da época do Império na Rua do Mercado, no centro da cidade, perto da Praça XV. O casarão se chama Mercado do Peixe numa alusão às suas ocupações de outrora. Forró de verdade dos mestres Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Patativa, e até adaptações super felizes de Chico aconteceram.

Bem no inicio dos trabalhos (tirei essa foto mais para que voces sintam o cenário)...
Aqui o forró já corria solto...
Ensanduichado, de recheio entre as duas partes do baile do Boitatá, o Rio-Maracatu sacudiu a rua do Mercado, vindo da Praça XV.
Reparem o baque virado na mão esquerda...


O maracatu é uma manifestação da cultura popular pernambucana que tem suas origens no século XVII. Neste momento foi criada a Instituição Mestra através da qual a Coroa Portuguesa "autorizava" os negros, escravos ou libertos, a elegerem seus reis e rainhas. A cerimônia de coroação acontecia no dia de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos em frente as Igrejas, sendo presidida por um pároco indicado pela coroa. O maracatu era então designado como Nação, isso porque a escolha dos reis era feita de acordo com as diferentes etnias africanas trazidas ao Brasil. Vale ressaltar que alguns pesquisadores identificam também outras manifestações populares como a Congada mineira e o Afoxé baiano como tendo sua origem relacionada á Instituição Mestra, também conhecida como Instituição do Rei do Congo. Apesar de todo o vínculo com a tradição católica, o maracatu sempre foi e ainda é uma manifestação essencialmente negra, mas, assim como outras manifestações afro-brasileiras acabou se sincretizando em alguns aspectos para manter-se viva. E é, exatamente neste estado, que encontramos os maracatus de Recife hoje: vivos. Existindo e resistindo enquanto expressão cultural ao mesmo tempo tradicional e dinâmica, num constante processo de transformação. Atualmente, o maracatu de nação ou de baque virado, como é conhecido em oposição ao maracatu de baque solto, é uma bela festa popular característica do carnaval pernambucano. Representação de uma corte real, ricamente paramentada com vestimentas ao estilo Luís XV, aonde se vêem muitos elementos de importante simbologia e singularidade visual como é o caso da calunga: boneca usualmente feita de cera e madeira que representa um importante ancestral da nação, sendo também associada á proteção espiritual. Esta boneca é carregada por uma importante figura da corte chamada ‘Dama-do-paço’.
Além dessas e do rei e rainha, existem ainda outros personagens importantes na corte como os príncipes e princesas, barões e baronesa, embaixador e embaixatriz... As catirinas, assim como os lanceiros, representam os vassalos que, com seu bailado, circulam a corte real, protegendo-a. Esses são alguns dos elementos mais tradicionais, além destes existem outros que vêm sendo introduzidos mais recentemente, como é o caso da ala que representa os orixás e da ala ‘afro’ que dança passos marcados. Sendo assim, o cortejo de maracatu constitui-se em imponente espetáculo que envolve além de toda riqueza estética e simbólica, também uma intensa musicalidade através dos cânticos chamados de ‘toadas’ e da orquestra percussiva que executa diversos tipos de ‘baques’. O maracatu de baque virado é um universo extremamente rico em termos estéticos, rítmicos, históricos e comunitários. Envolve dança, música, canto, alegria, ritual, e principalmente um enorme envolvimento emocional-comunitário (por Aline Valentim).

Rola no Rio o "Comida de Buteco", concurso em que os frequentadores elegem o melhor petisco de botequim (autêntico) do Rio. Essas fotos são uma comemoração de anversário num desses botequins, o Gracioso, que fica na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio. Botequim mais autêntico, impossivel.
Fazendo careta....